Sou Ale Rodrigues, fotógrafo brasileiro nascido em São Paulo, em 1978. Minha jornada começou em 2006, com uma câmera analógica Yashica, presente do meu pai. A partir dela, fui construindo um olhar que busca a interseção entre tempo, silêncio e contemplação na paisagem.
Formado em Engenharia, encontrei na fotografia uma forma de escuta sensível e reencontro comigo mesmo. Trabalho com técnicas como longa exposição para capturar não só a natureza, mas estados internos — de leveza, presença e interioridade.
Minhas imagens são inspiradas por momentos solitários junto ao mar, amanheceres, livros, filmes e pequenas experiências cotidianas. Cada foto é uma pausa no ritmo acelerado do dia a dia, um convite à reflexão e ao sentimento.
No meu canal, compartilho essa busca visual e existencial, além de processos criativos, ensaios e reflexões sobre arte e percepção.
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Newsletter do Ale Rodrigues - Julho 2026
Published 3 days ago • 6 min read
Newsletter
Julho 2026
Olá Reader
Na newsletter de hoje vou te atualizar com o seguinte:
Última saída com o Fotoclub Ale Rodrigues
Últimas obras fotográficas vendidas
Livro que estou lendo
Vídeos recentes no canal do YouTube
Uma fotógrafa que não usa câmera
Como a fotografia de paisagem mudou minha forma de enxergar a vida?
Agenda atualizada com próximos Workshops e Expedições
Última saída com o Fotoclub Ale Rodrigues
Participação especial do "Bob" 🦮
Em junho visitamos novamente a cidade de Paranapiacaba, em Santo André. Já é a terceira visita do Fotoclub a este local e o mais legal de lá é que devido as características do local, a cada visita é possível focar em um aspecto da cidade. Seja a paisagem, a rua, a arquitetura, as pessoas, a neblina, a mata, enfim é uma infinidade de possibilidades criativas, na primeira visita ano retrasado fizemos fotografias PB apenas, olhando formas, contrastes e tons diretamente pelo visor (cameras mirrorless) ou pelo liveview (DSLR's), no ano passado fizemos um exercício incrível de Dupla exposição criativa, utilizando os elementos da cidade e neste ano propus um desafio diferente, na qual era para fotografar apenas sinais da presença humana, sem mostrar pessoas o objetivo era fazer o espectador imaginar quem esteve aqui? O que aconteceu? Para onde foi? No final a turma escolheu três fotos com uma narrativa com começo meio e fim e dar um nome para a série. Cada um olhou o trabalho do outro no final da nossa saída e passamos um tempo discutindo o trabalho de cada um.
Se quiser acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos dos participantes, recomendo seguir o instagram do Fotoclub, que é @fotoclubalerodrigues
Temos um espaço no Discord como se fosse um fórum, onde discutimos, avaliamos, criticamos as fotos das saídas tanto presenciais quanto do desafio do mês.
E se quiser se juntar ao Fotoclub, você tem vários benefícios como:
Encontros mensais (Vamos para diversos locais, desde cidades, até praia, campo, montanhas, florestas, sempre procuro diversificar os locais e temas abordados, voltado a uma evolução e treinamento do olhar)
Descontos em Workshops e cursos (até 15% de desconto em cursos e workshops)
Acesso exclusivo ao fórum do Discord, com muito conteúdo e material compartilhado que vamos salvando (já tem muita coisa salva lá, muito material de apoio, dicas, etc...)
Acesso ao grupo de whatsapp do Fotoclub, onde trocamos informações, caronas, etc.
Área de classificados (troca/compra/venda/aluguel) de equipamentos
Encontros online mensais com oradores convidados como fotógrafos(as), curadores, especialistas da imagem, psicólogos, entre outros e estudo de temas (fotografias, pinturas, livros, etc.)
Trilhas de evolução - Técnica (controle e intenção), Criativa (linguagem e liberdade), Autoral (projetos pessoais)
Lembrando que existem 2 opções de participação: presencial e online. Se você mora muito longe de São Paulo, você pode optar pelo online e seguir fazendo os desafios e participando da comunidade.
Se quiser se juntar a nós acesse as opções abaixo:
A obra: Lençóis IX foi vendida para uma colecionadora na Itália, ela é de tiragem aberta no tamanho A3 e foi feita nos Lençóis Maranhenses em 2022, na região de Atins.
A outra que foi vendida foi pela Divino Galeria em Brasília, uma obra da série Nostalgie (se você não acompanhou essa série, sugiro ver o vídeo abaixo, onde mostro todo o processo criativo, desde o sonho que tive até as fotos finais).
Essa é a Nostalgie VII no tamanho 100x150cm, na tiragem 2 de 20 e abaixo vocês conseguem ver uma parte do meu certificado de autenticidade que envio, além de enviar também um adesivo para ser colado na parte de trás do quadro, na galeria.
Se você quer ver o catálogo completo de minhas fotografias, elas estão no meu site, neste link aqui e são divididas em catálogos (obras de tiragem aberta) e Limitadas (com tiragem limitada)
E se quiser saber qual a minha estratégia de vendas fine art, recomendo assistir este vídeo abaixo:
Comecei a ler não tem nem 2 dias e já li outros livros do Geoff Dyer, há alguns pontos que concordo com ele e outros nem tanto, mas gosto de observar como críticos que não são fotógrafos reagem a mídia da fotografia. Como se fosse um observador fora da bolha de fotografia que vivemos e olhando por uma outra perspectiva.
Em breve devo fazer um resumo/resenha deste livro e farei uma postagem lá no blog.
Se você já se interessou pelo livro, deixo aqui o link para adquirir. Está em português e tem para kindle e impresso também.
Últimos vídeos no YouTube
Talvez você já tenha ouvido falar na técnica do fotógrafo espanhol Pep Ventosa, e neste vídeo abaixo eu fui até a praia de Riviera tentar usar esta técnica para fotografar a praia. Será que deu certo? Você confere no vídeo abaixo:
E neste outro vídeo recente eu fui até uma outra praia do litoral norte, onde fiquei 5 dias fotografando o mesmo lugar durante 5 blue hours. Eu já tinha feito algo semelhante em 2023 no vídeo chamado Persistência Fotográfica, que você confere aqui antes:
Se quiser se tornar membro do canal, você tem acesso a vídeos exclusivos e antecipado a novos vídeos. A partir de R$ 7,99 você já tem acesso antecipado aos novos vídeos:
Como assim? Fotógrafa e não usa câmera? Aqui está o maior exemplo de que você não precisa de câmera para ser um fotógrafo, pois fotografia não é escrever com a luz? Foi o que a fotógrafa e artista Svetlana Talanova fez, escreveu com a luz de uma forma diferente.
Ela produz imagens diretamente no laboratório fotográfico. Em vez de registrar o mundo por meio de uma lente, ela manipula papel fotossensível, luz, tempo e materiais naturais translúcidos, como folhas, pétalas e vegetais, criando obras únicas em que a própria câmara escura se torna seu instrumento de criação. Seu processo investiga a relação entre natureza, luz e matéria, propondo uma reflexão sobre a fotografia como um fenômeno físico e não apenas como representação da realidade. Cada imagem é resultado de uma interação direta entre os materiais e a luz, tornando o processo tão importante quanto a obra final.
E reparem que a imagem final é única mesmo, não sendo possível reproduzir exatamente a obra dela!
Há dois motivos principais:
Ausência de negativo ou arquivo digital – Como ela trabalha diretamente sobre o papel fotográfico, cada peça nasce como um original. Não existe um negativo, sensor ou arquivo RAW a partir do qual possam ser feitas cópias idênticas.
Processo experimental – A disposição dos materiais, a intensidade e direção da luz, o tempo de exposição e as reações químicas variam a cada execução. Mesmo que a artista tente repetir o mesmo procedimento, o resultado será inevitavelmente diferente.
Isso aproxima seu trabalho de outras técnicas históricas, como o fotograma, utilizado por Man Ray e László Moholy-Nagy. Embora seja possível criar uma série com linguagem visual semelhante, cada fotograma é considerado uma obra original. Tiragem única!
Em outras palavras, o que pode ser repetido é o método, mas não a imagem. Essa característica confere às obras um caráter único, muito próximo ao de uma gravura monotipo ou de uma pintura, em que o gesto e as condições do processo fazem parte da identidade da obra.
Como a fotografia de paisagem mudou minha forma de enxergar a vida
Talvez a maioria saiba, mas nem todos. Eu me formei em engenharia mecânica e trabalhei durante muitos anos em uma empresa multinacional. Minha vida era organizada, previsível e, de certa forma, confortável. Porém sentia que algo estava faltando, que não estava certo.
Eu ainda não sabia, mas a fotografia de paisagem mudaria completamente minha forma de enxergar a vida. Nem começou com a paisagem, começou com meu contato com a natureza, mais especificamente com o mar. Enquanto eu surfava, me conectava mais com o ambiente natural e com as primeiras fotografias de surf.
Não aconteceu de uma vez né? Não houve um momento exato em que tudo mudou. Foi um processo construído em madrug.. continue lendo no blog
Agenda Atualizada - Workshops e Expedições Fotográficas 2026/2027
1) Tour Fotográfico Lençóis Maranhenses - 15 a 22 de agosto de 2026 - VAGAS ESGOTADAS
Porém eu já abri uma nova turma para 2027, que será de 14 a 21/08/2027 e você pode acessar mais informações e inclusive fazer sua reserva de vaga neste link abaixo:
Sou Ale Rodrigues, fotógrafo brasileiro nascido em São Paulo, em 1978. Minha jornada começou em 2006, com uma câmera analógica Yashica, presente do meu pai. A partir dela, fui construindo um olhar que busca a interseção entre tempo, silêncio e contemplação na paisagem.
Formado em Engenharia, encontrei na fotografia uma forma de escuta sensível e reencontro comigo mesmo. Trabalho com técnicas como longa exposição para capturar não só a natureza, mas estados internos — de leveza, presença e interioridade.
Minhas imagens são inspiradas por momentos solitários junto ao mar, amanheceres, livros, filmes e pequenas experiências cotidianas. Cada foto é uma pausa no ritmo acelerado do dia a dia, um convite à reflexão e ao sentimento.
No meu canal, compartilho essa busca visual e existencial, além de processos criativos, ensaios e reflexões sobre arte e percepção.
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